Sempre entendo tudo errado.
Projeções irreais, expectativas entram no caminho.
Junte isso com a depressão e a ansiedade e temos uma bomba relógio.
Facilmente me perco nos Meus sonhos. O mundo dentro de minha cabeça sempre parece mais interessante e sedutor do que o que acontece aqui fora.
A vida é aleatória e não temos controle sobre nada que se passa fora dos frágeis confins de nosso ser.
Quando me deparo com algo que se aproxima do que costumo sonhar, tudo parece entrar subitamente em ordem. Como se houvesse um caminho reto e iluminado ao qual é simplesmente impossível de se desviar.
Receio. Reluto um pouco. Busco alguma confirmação e logo depois sigo, como o bom ariano que sou.
Nasce aí a expectativa. Os frágeis indícios de que os sonhos se realizarão. Caminho confiante em direção a esta luz.
Nesta caminhada eu sinto o calor, sinto a aceitação que tanto busco. A ilusão de me sentir menos deslocado nesse mundo.
Fecho os olhos e consigo sentir a brisa do mar. O frescor e o cheiro de sal. Sal que vai cicatrizar as feridas.
E depois, o que acontece?
Os castelos de areia desmoronam, o vento e as ondas derrubam minha engenharia sonhadora.
O vento se distancia como uma onda retornando ao mar, deixando ali apenas as memórias desses sonhos umedecidas pelo beijo oceânico.
Somente me recolho.
E volto a reconstruir.
Na esperança de dias melhores.
De um tempo que pareça mais ajustado.
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